Projeções, conexões e instrumentos do princípio cooperativo da educação, formação e informação no ordemanento português
Resumen
O princípio da educação, formação e informação é um princípio estratégico nas cooperativas, apresentando-se como uma condição de aplicabilidade e eficácia de outros princípios, nomeadamente o princípio da gestão democrática pelos membros, o princípio da adesão voluntária e livre e o princípio do interesse pela comunidade. Trata-se de um princípio polivalente, abrangendo os vetores da educação, formação e informação, tendo como destinatários os membros, os representantes eleitos, os dirigentes, os trabalhadores da cooperativa e a comunidade. A educação e formação dirigidas à qualificação cívica, organizacional e profissional dos cooperadores, dos titulares dos órgãos de administração e fiscalização, e dos trabalhadores contribuirão para a melhor compreensão dos modelos de governação e fiscalização da cooperativa, potenciando a profissionalização da gestão e induzindo os cooperadores a participar ativamente na sua cooperativa, a deliberar corretamente nas assembleias, a eleger conscientemente os seus órgãos e a controlar a sua atuação. A informação cooperativa, ao direcionar-se ao público em geral, permite uma inserção dinâmica das cooperativas na comunidade, sensibilizando-a quanto à natureza e benefícios da cooperação, potenciando, deste modo, adesões conscientes. Em Portugal, este princípio projeta-se no estatuto jurídico dos cooperadores, mediante o reconhecimento de um direito de participar nas atividades de educação e formação cooperativas, com a consequente obrigação de as cooperativas organizarem tais atividades de educação, formação e informação, devendo para o efeito constituir obrigatoriamente uma reserva, a qual se apresenta com caráter absolutamente irrepartível, constituindo uma das maiores especificidades do regime jurídico das cooperativas portuguesas.
Recibido: 22 junio 2020
Aceptado: 03 agosto 2020
Descargas
Citas
ABREU, Jorge Manuel Coutinho. 2015. «Empresas sociais (nótulas de identificação)». Cooperativismo e Economia Social, 37: 369-376.
ABREU, Jorge Coutinho. 2018. «Artigo 33.º». In Código Cooperativo Anotado, editado por Deolinda Meira e Maria Elisabete Ramos, 197-200. Coimbra: Almedina.
AGIRRE, Amaia. 2001. «Los principios cooperativos “atractores” de la gestión eficiente: su medición. Aplicación al caso de Mondragón Corporación Cooperativa». CIRIEC-España, Revista de Economía Pública, Social y Cooperativa, 39: 93-113.
BONFANTE, Guido. 1999. «Delle Imprese Cooperative: art. 2511-2545». In Commentario del cod. civ. Scialoja e Branca, editado por Francesco Galgano. Bologna: Zanichelli Editore.
CORBERÁ MARTÍNEZ, José M.. 2005. «El principio de educación, formación e información como pilar básico del concepto de cooperativa». CIRIEC-España, Revista jurídica de Economía Social y Cooperativa, 16: 101-130.
COSTA, Ferreira da. 1983. António Sérgio e a Democracia Cooperativa. Lisboa: INSCOOP.
COSTA, Ricardo. 2018. «Artigo 29.º». In Código Cooperativo Anotado, editado por Deolinda Meira e Maria Elisabete Ramos, 174-181. Coimbra: Almedina.
CUNHA. Carolina. 2018. «Artigo 112.º». In Código Cooperativo Anotado, editado por Deolinda Meira e Maria Elisabete Ramos, 590-598. Coimbra: Almedina.
FAJARDO GARCÍA, Isabel-Gemma. 1997. La gestión económica de la cooperativa, Madrid: Tecnos.
FAJARDO GARCÍA, Isabel-Gemma. 2015. «Orientaciones y aplicaciones del principio de participación económica», CIRIEC-España, Revista Jurídica de Economía Social y Cooperativa, Monográfico, 27: 205-241.
FAJARDO, Gemma., FICI, Antonio., HENRŸ, Hagen, HIEZ, David, MEIRA, Deolinda, MÜNKNER, Hans-H. & SNAITH, Ian. 2017. Principles of European Cooperative Law. Principles, Commentaries and National Reports. Cambridge: Intersentia. DOI: https://doi.org/10.1017/9781780686073
FAJARDO, Gemma. & MEIRA, Deolinda. 2017. «Cooperative Financial Structure«. In Principles of European Cooperative Law. Principles, Commentaries and National Reports, editado por Gemma Fajardo, Antonio Fici, Hagen Henrÿ, David Hiez, Deolinda Meira, Hans.-H. Münkner & Ian Snaith, 73-96. Cambridge: Intersentia. DOI: https://doi.org/10.1017/9781780686073.005
FICI, Antonio. 2013. «Cooperative Identity and the Law». European Business Law Review, 24: 37-64.
FICI, Antonio. 2015. «La función social de las cooperativas: notas de derecho comparado». REVESCO, Revista de Estudios Cooperativos, 117: 77-98. Doi: https://doi.org/10.5209/rev_REVE.2015.v117.48146
FICI, Antonio. (2018a. «Artigo 21.º». In Código Cooperativo Anotado, editado por Deolinda Meira e Maria Elisabete Ramos, 129-134. Coimbra: Almedina.
FICI, Antonio. 2018b. «Artigo 22.º». In Código Cooperativo Anotado, editado por Deolinda Meira e Maria Elisabete Ramos, 135-138. Coimbra: Almedina.
GARCÍA PEDRAZA, Lienny, GARCÍA RUIZ, Jaime Gabriel & FIGUERAS MATOS, Dagoberto. 2018. «Importancia de la educación cooperativa. Una experiencia cubana». REVESCO, Revista de Estudios Cooperativos, 29: 142-160. DOI: http://dx.doi.org/10.5209/REVE.6288
GUTIÉRREZ FERNÁNDEZ, Carlos García. 1995. «Las Sociedades Cooperativas de derecho y las de hecho con arreglo a los valores y a los principios del Congreso de la Alianza Cooperativa Internacional de Manchester de1995: especial referencia a las sociedades de responsabilidad limitada reguladas en España», REVESCO, Revista de Estudios Cooperativos, 61: 53-87.
LLOBREGAT HURTADO, María Luisa. 1990. Mutualidad y empresas cooperativas. Barcelona: Bosch.
MACÍAS RUANO, Antonio José. 2015. «El Quinto Principio Internacional Cooperativo: Educación, Formación e Información. Proyección legislativa en España». CIRIEC-España, Revista jurídica de economia social y cooperativa, 27: 243-284.
MACPHERSON, Ian. 1996. Princípios Cooperativos para o Século XXI, Colecção «Estudos». Lisboa: INSCOOP.
MARTÍNEZ CHARTERINA, Alejandro. 2015. «Las cooperativas y su acción sobre la sociedad». REVESCO, Revista de Estudios Cooperativos, 117: 34-49. Doi: http://dx.doi.org/10.5209/rev_REVE.2015.v117.48144
MARTINS, Alexandre Soveral. 2018. «Artigo 28.º». In Código Cooperativo Anotado, editado por Deolinda Meira e Maria Elisabete Ramos, 167-163. Coimbra: Almedina.
MEIRA, Deolinda. 2009. O regime económico das cooperativas no direito português: o capital social. Porto: Vida Económica.
MEIRA, Deolinda. 2011a. «O quadro jurídico-constitucional do cooperativismo em Portugal». Cooperativismo e Economia Social, 33: 31-46.
MEIRA, Deolinda. 2011b. «A reserva legal nas cooperativas». Revista de Ciências Empresariais e Jurídicas, 19: 7-25.
MEIRA, Deolinda. 2012. «Cooperative social responsibility: An Intercultural Analysis». In Permanent Transit. Discourses and Maps of the Intercultural Experience, editado por Clara Sarmento, 127-144. Cambridge Scholars Publishing.
MEIRA, Deolinda & RAMOS, Maria Elisabete. 2014. Governação e regime económico das cooperativas. Estado da arte e linhas de reforma. Porto: Vida Económica.
MEIRA, Deolinda Meira & Maria Elisabete RAMOS, 2015. «Os princípios cooperativos no contexto da reforma do Código Cooperativo português». CIRIEC-España, Revista jurídica de economía social y cooperativa, 27: 401-428.
MEIRA, Deolinda. 2016a. «A fiscalização das cooperativas à luz do novo Código Cooperativo português». CIRIEC-España, Revista jurídica de economia social y cooperativa, 28: 281-327.
MEIRA, Deolinda. 2016b. «O regime económico das cooperativas à luz do novo Código Cooperativo português». Boletín de la Asociación Internacional de Derecho cooperativo, 50: 334-336. DOI: http://dx.doi.org/10.18543/baidc-50-2016pp309-347
MEIRA, Deolinda. 2017. «Reflexões em torno do regime jurídico da reserva de educação e formação cooperativas». In O Pensamento Feminino na Construção do Direito Cooperativo, editado por M. Ferraz Teixeira & M. Ferraz Teixeira, 57-72. Brasília: Vincere Editora.
Meira, Deolinda. 2018a. «O princípio da participação económica dos membros à luz dos novos perfis do escopo mutualístico». Boletín de la Asociación Internacional de Derecho Cooperativo, 53: 107-137. DOI: http://dx.doi.org/10.18543/baidc-53-2018pp107-137
MEIRA, Deolinda. & RAMOS, Maria Elisabete. 2018. «Artigo 40.º». In Código Cooperativo Anotado, editado por Deolinda Meira e Maria Elisabete Ramos, 230-234). Coimbra: Almedina.
MEIRA, Deolinda, BANDEIRA, Ana Maria & ÁVIDA, Patrícia. 2018. «Literacy in the cooperative sector evaluated through the reserve for cooperative education and training». CIRIEC-España, Revista de economía publica, social y cooperativa, 94: 61-89. DOI: https://doi.org/10.7203/CIRIEC-E.94.12733
MEIRA, Deolinda. 2019. «Identidade cooperativa, admissão e demissão dos cooperadores. Realidades convergentes no direito português». In Direito Cooperativo e Identidade Cooperativa, editado por J. Miranda, L. Sousa & E. Gadea, 71-96. Curitiba: Brazil Publishing.
MEIRA, Deolinda &, RAMOS, Maria Elisabete. 2019. «Projeções do princípio da autonomia e da independência na legislação cooperativa portuguesa». Boletín de la Asociación Internacional de Derecho Cooperativo, 55: 135-170.
MOZAS MORAL, Adoración. 2001. «Los órganos de gobierno y administración de la Sociedad Cooperativa: las entradas y las salidas de socios» In La Sociedad Cooperativa: un análisis de sus características societárias y empresariales, editado por José Moyano Fuentes. Jáén: Universidad de Jaén.
MOZAS, A.; MOYANO, J.; SENISE, O.; PARRAS, M. & MURGADO, E.M. 2005. «Cultura cooperativa y eficiencia empresarial: Una contrastación en el cooperativismo oleícola». REVESCO, Revista de Estudios Cooperativos, 85: 41-60.
MONZÓN, José Luis. 1995. «As cooperativas de trabajo asociado ante la reforma de los principios cooperativos». REVESCO, Revista de Estudios Cooperativos, 61: 47-52.
MÜNKNER, Hans-H.. 1982. Nueve Lecciones de Derecho Cooperativo. Marburgo:Friedrich-Ebert-Stiftung.
MÜNKNER, Hans-H.. 1995. Chances of Co-operatives in the Future. Contribution to the International Co-Alliance Centennial 1895-1995. Marburgo:Lahn.
NAMORADO, Rui.1995. Os Princípios Cooperativos. Coimbra: Fora do Texto.
NAMORADO, Rui. 1999. As cooperativas, empresas que são associações. Coimbra: Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
NAMORADO, Rui. 2001. «A Identidade Cooperativa na Ordem Jurídica Portuguesa», Oficina do Centro de Estudos Sociais, 157. Coimbra: Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
NAMORADO, Rui. 2005. Cooperatividade e Direito Cooperativo. Estudos e pareceres. Coimbra: Almedina.
NAMORADO, Rui. 2018. «Artigo 3.º», In Código Cooperativo Anotado, editado por Deolinda Meira e Maria Elisabete Ramos, 28-36. Coimbra: Almedina.
PITA, Manuel António. 1989. Direito aos lucros. Coimbra: Almedina.
RACUGNO, Grabiele. 2006. «La Società Cooperativa».In Trattato di Diritto Commerciale, Sezione IV, Tomo 9, editado por Vincenzo Buonocore, Toirno: G. Giappichelli Editore.
RODRÍGUEZ GONZÁLEZ, Amalia. 2018. «Educación, Formación e Información de los socios en las cooperativas (un principio cooperativo al servicio del fomento del empleo de calidad)». CIRIEC-España, Revista jurídica de economía social y cooperativa, 33:105-144.
ROMERO CIVERA, A.. 2010. «El fondo de educación y promoción en cooperativas de crédito: su gestión con o sin una función». REVESCO, Revista de Estudios Cooperativos, 101: 58-78.
SÉRGIO, António. 1974. Sobre o socialismo de Oliveira Martins, Ensaios, tomo VIII. Lisboa: Sá da Costa Editora.
SNAITH, Ian. 2017. «Chapter 2. Cooperative Governance». In Principles of European Cooperative Law. Principles, Commentaries and National Reports, editado por Gemma Fajardo, Antonio Fici, Hagen Henrÿ, David Hiez, Deolinda Meira, Hans.-H. Münkner & Ian Snaith, 47-72. Cambridge: Intersentia. DOI: https://doi.org/10.1017/9781780686073.005
TORRES LARA, Carlos. 1983. Cooperativismo- el modelo alternativo. Lima: Universidad de Lima.
VARGAS SÁNCHEZ, Alfonso. 1999. «De la participación en la empresa a la empresa de participación democrática». REVESCO, Revista de Estudios Cooperativos, 67: 219-234.
Última actualización: 29/06/2026
Se recomienda a las personas autoras que lean atentamente sus derechos. Creemos que este enfoque garantiza un acuerdo justo para ambas partes. Estas instrucciones se leen conjuntamente con el Código Ético y la Política de Acceso Abierto, Licencia y Derechos de Autor/a de la revista "Boletín de la Asociación Internacional de Derecho Cooperativo (BAIDC)".
1. Autoría y Ética
Al entregar sus manuscritos al Boletín de la Asociación Internacional de Derecho Cooperativo (BAIDC), los/las autores/as aceptan y se comprometen a cumplir las condiciones de publicación sin necesidad de firmar un documento de cesión adicional con la Editorial (Universidad de Deusto). Con ello, garantizan que su trabajo es inédito en cualquier forma, original y que no vulnera el Código Ético de BAIDC ni derechos de terceros, y que no se han otorgado ni se otorgarán licencias que resulten incompatibles con los derechos concedidos a la Editorial.
Los/las autores/as asumen la responsabilidad total y exclusiva sobre el contenido de su estudio y declaran formalmente no tener conflictos de interés que afecten la integridad de la investigación.
2. Derechos de la Editorial
Al enviar el manuscrito, los/las autores/as aceptan su publicación bajo la licencia Creative Commons CC BY-NC-ND 4.0. En consecuencia, conceden a la Editorial el derecho exclusivo, gratuito y universal para la primera publicación, edición, maquetación y explotación de la obra. Esta concesión autoriza a la Editorial a distribuir, sublicenciar e indexar el trabajo en cualquier formato, medio, base de datos o repositorio institucional, con fines de promoción y difusión científica.
3. Derechos de autores/as
Los/las autores/as conservan la propiedad intelectual de su obra y retienen el derecho a distribuir y utilizar su trabajo para fines docentes, investigación futura o archivo personal, siempre que se cite la publicación original en la Revista. Se les permite además la publicación posterior en otros medios, siempre que se incluya una nota a pie de página con la referencia completa de BAIDC (incluyendo el DOI, si está disponible) y no se sugiera el respaldo explícito de la Revista y/o Editorial.
4. Acceso abierto
BAIDC es una revista de acceso abierto; lo que significa que es de libre y total acceso en su integridad inmediatamente después de la publicación de su contenido. No obstante, de acuerdo con la licencia arriba mencionada, se debe citar siempre a los/las autores/as de los artículos. Tanto su uso comercial como cualquier modificación que se pretenda distribuir requerirán el permiso expreso previo por escrito de quien sea titular de los derechos.
Véase la sección “Política de Acceso Abierto, Licencia y Derechos de Autor/a” para más información.
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


